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SINMED/RN CONSTATA QUE NÚMERO DE LEITOS DE UTI NO RN PODERIA SER MUITO MAIOR


Dr. Geraldo Ferreira, presidente licenciado do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed RN) se reuniu nesta terça-feira (23), com os Senhores Marcelo Fernandes Queiroz, presidente da Fecomércio; José Álvares Vieira, presidente da FAERN e Amaro Sales de Araújo, presidente da FIERN para discutir sobre o atual cenário de pandemia no Rio Grande do Norte, a situação da rede hospitalar e a possibilidade de flexibilização das medidas de isolamento social em todo o estado.


O encontro aconteceu de forma remota e foi marcado pela análise da atual condição da saúde pública e seu impacto na situação econômica do RN, onde a queda de 450 milhões na arrecadação compromete a capacidade do estado de manter seus compromissos. Também foi posto em pauta a situação das empresas neste período de crise, estima-se que, em média, 12 mil empresas podem fechar as portas em todo o RN, resultando em demissão em massa e promovendo um avanço de 11% para 20% de desempregados no estado.


A questão central da reunião, direcionada ao presidente licenciado do Sinmed RN foi sobre a quantidade de leitos ativos para atender a demanda dos pacientes nesta retomada das atividades econômicas. Dr. Geraldo, que tem visitado os hospitais públicos e privados da capital e hospitais regionais, destacou que: “especialmente nas últimas visitas, realizadas no Hospital João Machado, Hospital da Polícia e Hospital Regional de João Câmara, constatamos que há uma grande disponibilidade de leitos que não estão sendo utilizados. O Hospital da polícia, por exemplo, que tem capacidade para 120 leitos, está atuando com apenas 20, sendo 10 leitos para UTI e 10 semi intensivo, direcionados para pacientes com a Covid”.


Dr. Geraldo Ferreira disse ainda que o Hospital João Machado tem capacidade para uma média de 100 leitos e até agora foram abertos apenas 10. Já em João Câmara, com uma possiblidade de 50 leitos, apenas 10 leitos Covid estão ativos. Questionado sobre os leitos de UTIs, Dr. Geraldo Ferreira comenta: “Para UTIs são necessários existência de leitos, equipamentos, insumos e recursos humanos. O estado já possui boa parte da estrutura física e até respiradores, encaminhados prol governo federal. Também foi encaminhado pelo governo federal 150 milhões para gastos com Covid. Abrir as vagas em UTI depende então de eficiência administrativa para organizar equipes e disponibilizar os leitos para a população. O estado precisa fazer o chamamento dos profissionais para fazer os leitos funcionarem”, concluiu

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